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Automobilismo - Transibérico baralha e volta a dar

É certo que a vitória de Guerlain Chichérit (BMW X3 CC) representou a conquista da Taça do Mundo com chave de ouro para o gaulês que se sagrou Campeão desta edição 2009 da competição, a verdade é que o Rali Vodafone Transibérico foi um verdadeiro baralha e torna a dar, tanto em termos da jornada competitiva em si ao longo dos quatro dias, como no que respeita ao Campeonato de Portugal Vodafone de Todo-o-Terreno.

Com a vantagem de estarem a correr em casa e com a concorrência a apresentar-se mais nivelada, o que pode ser a única vantagem da crise para a competição, o líder da classificação nacional Carlos Sousa (Mitsubishi Racing Lancer) e o Campeão em título Filipe Campos (BMW X3 CC) cedo mostraram ao que iam nesta ronda do Automóvel Clube de Portugal, isto enquanto o vice-Campeão Miguel Barbosa (BMW X3 CC) demorou um pouco mais a mostrar-se.

Nani Roma, também em BMW X3 CC, foi o primeiro líder da prova, mas desistiu devido a uma avaria electrónica que só lhe permitiria voltar à acção no segundo dia de prova, mas já sem qualquer aspiração ao triunfo. Ainda assim, o espanhol viria a revelar-se rival de monta, roubando posições cimeiras nos vários controlos horários aos demais concorrentes. Mas foi precisamente após o azar de Roma que Campos se impôs enquanto, ao mesmo tempo, Chichérit se colocava de pedra e cal na segunda posição da geral e Sousa reclamava para si a terceira.

Os três pilotos continuaram a levar a cabo uma jornada muito animada, se bem que, olhando aos tempos apresentados, Campos parecia muito bem encaminhado para o que poderia ser a sua segunda vitória consecutiva nesta época de 2009. Contudo, e como tão bem reza o ditado, até ao lavar dos cestos é vindima, o que no mundo do automobilismo se traduz por não há vencedores antes da bandeira de xadrez, o Campeão nacional viu, ao invés, o azar bater-lhe à porta pela segunda vez este ano (já tinha abandonado na Baja TT Serras do Norte), desistindo antes do segundo controlo de passagem de SS5 devido a acidente. Consequência directa, o gaulês Chichérit saltou para primeiro e Sousa para segundo. Mas tal seria sol de pouca dura, pois o piloto do Mitsubishi teve a mesma sorte de Campos e viu-se obrigado a abandonar poucos quilómetros depois, ainda antes do final do 5º Sector Selectivo.

Foi então que Barbosa, que tinha rodado de forma regular entre quarto e quinto até ao abandono de Campos, passou a ocupar o lugar deixado vago por Sousa. No entanto, no que parecia ser uma verdadeira sina dos três primeiros do Campeonato ao arranque para esta quinta jornada do ano do CPTT, também o vice-Campeão se viu obrigado a deitar a toalha ao chão antes de CP2 do SS6 devido a um capotamento.

Por esta altura já Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder) e Bernardo Moniz da Maia (BMW X3 CC), que tinham chegado a ser, respectivamente, nono e 13º da geral, viam as restantes duas posições do pódio caírem-lhes no colo. É certo que, tal como aconteceu com Nani Roma, o regresso de Filipe Campos e Carlos Sousa à prova para o último dia do Rali Vodafone Transibérico os viu assinar resultados de topo (primeiros e segundos tempos), mas tal tratava-se mais de uma mostra de grande competitividade e desportivismo, do que uma luta pelo triunfo, que estava totalmente fora do alcance nesta fase.

Como resultado deste baralha e volta a dar por terras de Portugal e Espanha, em que pilotos e máquinas tiveram de enfrentar temperaturas acima dos 40ºC, Oliveira foi o melhor representante da armada lusa, mas a melhor colheita de pontos em termos de Campeonato de Portugal “Vodafone” de Todo-o-Terreno foi mesmo para Moniz da Maia. O piloto do BMW X3 CC logrou somar 20 pontos, o que o catapultou para o segundo posto a nove pontos do líder Carlos Sousa. Enquanto isso, Sousa e Campos ficaram à mesma distância pontual a que se encontravam antes da prova dados os cinco pontos de bónus que ambos somaram, o que para Campos se traduz no terceiro lugar a meros três pontos de Bernardo Moniz da Maia. Bem pior foi a operação para Miguel Barbosa. O piloto saiu a zeros da jornada, caindo para quinto, a um ponto de Nuno Matos (Isuzu D-Max), 10º da geral e sexto luso, enquanto José Dinis Lucas (Mitsubishi Pajero DiD) segue logo atrás com menos dois pontos que Barbosa depois de ter sido o quinto da geral (terceiro português), com o francês Rodolphe Deveaux (Mitsubishi Pajero MPR 13) a ter terminado a prova do ACP no quarto posto absoluto.

Já no que toca aos T2, Nuno Matos foi o grande vencedor e, ao somar 77 pontos em 80 possíveis acabou por dar passo de gigante rumo ao título, isto enquanto Mário Dinis Lucas foi segundo e Jorge Simões e Tiago Avelar foram os outros dois pilotos a pontuarem (45 pontos cada um), se bem que estes últimos sem conseguirem terminar a totalidade das quatro Etapas propostas (Simões não pontuou na última e Avelar na segunda). Quanto aos T8, triunfo para José Camilo Martins (Nissan Navara), seguido de Jorge Coutinho (Mitsubishi Pajero) e Paulo Ferreira (Nissan Navara), um resultado que se traduz na conquista antecipada do título por parte de Camilo Martins.

Fonte: FPAK 25/06/2009

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