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Automobilismo - Rali de Portugal: Armindo Araújo: "Posso lutar pelo outro Mundial"

O piloto de Santo Tirso, Armindo Araújo teve um Rali de Portugal perfeito. Venceu em casa e ascendeu à liderança do Mundial, afirmando que foi "sem dúvidas das mais saborosas" vitórias da sua carreira.

Foi a vitória mais saborosa da carreira?
Sem dúvida das mais saborosas. Ando a construir este projecto há muito tempo, tenho bons patrocinadores, de grandes empresas que, por vezes, querem os resultados mais depressa, mas têm tido a paciência necessária para construir um piloto e dar-lhe condições para o Campeonato do Mundo. Semeou-se nestes anos para agora se começar a colher. Tenho de lhes agradecer, porque só com este tipo de projectos é que se tem sucesso. Alugar um carro e fazer uma corrida esporadicamente não dá.

Que tem sido diferente depois das falhas nos anos anteriores?
No ano passado tivemos imensos problemas com determinadas opções a nível técnico. Este ano estamos mais fiáveis e já conseguimos liderar e terminar corridas, o que é fundamental no Mundial.
O que mudou?
Mudámos de suspensões, de engenheiro… vários pormenores que fazem diferença.

Era suposto estrear o novo Mitsubishi Evolution X no Algarve. Adiou-o porquê e para quando?

Foi atrasado de propósito. É mais rápido do que este carro, mas não dava ainda garantias de fiabilidade. Para não corrermos riscos, decidimos adiar a estreia.

Como se explica que pilotos do campeonato português andassem ao nível dos da frente na Produção?

No Mundial há uma gestão muito maior das corridas. O Nacional é um sprint grande. São troços pequenos e um dia apenas de corrida. Normalmente somos nós que abrimos a estrada. No Mundial a prova é quatro vezes maior, num estilo de "endurance". Umas vezes é preciso atacar, outras defender.

Em 2011 acabam os actuais WRC e os carros de topo derivam dos actuais S2000. Que vai mudar?
Vai equilibrar tudo. Vamos deixar de ter os WRC, que são carros de elite, dos construtores, de difícil acesso aos privados, por serem muito caros. Nivelando-se pela categoria em que estou a correr, e uma vez que estou num bom momento de forma e a ganhar, posso estar a lutar pelo Mundial absoluto dentro de dois anos.

O que será preciso?
Continuar com os apoios certos e entrar nas equipas certas. Não me estou a queixar dos apoios que tenho, mas para um piloto ganhar temos de criar condições para isso.

Os seus resultados abrem caminho a mais pilotos portugueses?

É o que estou a tentar fazer. Quantos mais pilotos levarmos para lá, melhor. Mas nem sempre é fácil.
"É difícil parar Loeb"

O Sebastien Loeb já leva quatro vitórias em quatro corridas. O que é preciso para o parar?
É um dos melhores de sempre. Quando se junta um piloto excelente a uma equipa muito boa e um carro muito forte, cria-se um conjunto difícil de bater. Tudo é feito em função dele. Esteve uma data de anos a preparar-se para o Mundial, nos bastidores do Carlos Sainz e do Colin McRae. Havia cabeças-de-cartaz e ele podia trabalhar à vontade, sem pressão. Com o passar dos anos ficou tão forte, tão forte que acho que não vai ser fácil batê-lo nos próximos tempos.

Poderá fazer o pleno e vencer as 12 corridas do Mundial?
Em termos de andamento, sim. Mas, em 12 corridas, um pequeno furo pode retirar-lhe a vitória.

Com o fim dos WRC o domínio de Loeb estará afectado?
Será sempre um grande piloto e fará sempre a diferença. Mas não vai ter as facilidades actuais.

"Espero abrir portas a mais portugueses"
Depois de quatro anos a dominar o Campeonato Nacional, Armindo Araújo arriscou e deu o salto para o Mundial de ralis. Os bons resultados começam a aparecer e o piloto de Santo Tirso espera ser apenas o primeiro de uma longa linhagem de pilotos portugueses que começam a seguir-lhe as pisadas. "É o que estou a tentar fazer, abrir a porta do Campeonato do Mundo aos portugueses. Já lá estamos dois: eu fui o primeiro e o Bernardo [Sousa] o segundo. Quantos mais pilotos levarmos para lá, melhor. Mas nem sempre é fácil, há muitos imponderáveis, é preciso muito trabalho", diz Armindo Araújo, que no Algarve viu o azar bater à porta dos compatriotas. Bruno Magalhães partiu o motor e Bernardo Sousa capotou nos testes antes de começar a prova.

"Forma de nos encararem mudou com o tempo"
Três anos depois de chegar ao Mundial, Armindo Araújo impõe respeito, depois dos primeiros olhares de desconfiança. "Sim, somos muito respeitados no Mundial de Produção. Todos ficaram muito admirados com a velocidade com que entrámos, liderando quase todas corridas. No ano passado tivemos problemas, mas este ano conseguimos estar mais fiáveis e terminar as corridas, tendo a mesma rapidez de 2007."

Fonte: O Jogo 07/04/2009

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