A ENGSO divulgou a sua posição sobre o Modelo Desportivo Europeu na sua Assembleia Geral

A European Non-Governmental Sport Organisation (ENGSO) divulgou a sua posição sobre o Modelo Desportivo Europeu com uma lista de recomendações provisórias na sua Assembleia Geral, que decorreu em Tórshavn, capital das Ilhas Faroé, e na qual a CDP esteve representada pelo presidente, Carlos Paula Cardoso, vice-presidente, Anabela Reis e pela diretora e membro da Comissão Executiva da ENGSO, Filipa Godinho.

A proposta da ENGSO visa desenvolver o Modelo Desportivo Europeu - a forma como os clubes desportivos, as Federações Nacionais e as Federações Internacionais estão organizados - abordando questões centrais e sugerindo soluções.

A primeira versão do documento, que está sujeita a alterações com base no feedback da Assembleia Geral, avaliou as suas relações com as partes fora da pirâmide, apoio e solidariedade aos clubes desportivos e melhoria do diálogo entre o desporto e os decisores.

A ENGSO concluiu sobre o tema dos que estão fora da pirâmide que os clubes, federações e outras organizações desportivas relevantes deveriam reconhecer os "facilitadores, parceiros e concorrentes" e ser capazes de formar estratégias para melhorar o desporto com estas partes interessadas.

Os facilitadores são definidos como aqueles que "criam e financiam o ambiente e as ferramentas vitais para o desporto", incluindo fabricantes de equipamentos, patrocinadores e municípios.

Os parceiros são referidos as organizações dos sectores sem fins lucrativos, privado e público, enquanto os concorrentes são "fornecedores de atividades de lazer com fins lucrativos".

A ENGSO quer que os seus intervenientes trabalhem mais estreitamente com patrocinadores e outros parceiros externos.

O documento acrescenta que todos os intervenientes deveriam "reconhecer o impacto negativo dos disruptores" e colaborar para assegurar que os danos causados por concorrentes privados ou fechados sejam limitados.

Sobre o tema do financiamento, propôs-se que as autoridades públicas deveriam retirar o peso fiscal ou administrativo e assegurar que os clubes desportivos são apoiados através de iniciativas financeiras.

Promoveu também a ideia de esquemas de redistribuição aos clubes desportivos que sejam "justos, concretos e credíveis".

Relativamente à melhoria do diálogo, a ENGSO apelou à União Europeia (UE) para formar o diálogo do desporto da UE, uma sessão anual de painel de diálogo fixo sobre as necessidades e objetivos do movimento desportivo europeu. Recomendou-se que seja encenada durante o Fórum Europeu do Desporto.

No decorrer da reunião magna foi também sugerido que as organizações nacionais que representam o desporto de base voluntária, tais como os Comités Olímpicos Nacionais e as Confederações Nacionais do Desporto, funcionassem "idealmente" como Grupos de Trabalho Nacionais.

A ENGSO quer um maior diálogo com a União Europeia como forma de melhorar o Modelo Desportivo Europeu e conta com os seus associados Europeus para tal.

Consulte aqui a proposta da União Europeia de Modelo Europeu para o Desporto - 

Modelo Europeu Desporto UE - Proposta


Fonte: ENGSO/CDP, 30/05/2022